A fé é como uma procuração, que foi assinada com o sangue de Yeshua, lhe dando o direito de acessar os recursos do Reino para governar a Terra. Não usar essa procuração é como desperdiçar todo o sacrifício que Yeshua fez. Quando você usa essa procuração apenas para pedir, como se estivesse pedindo esmolas, você anula o efeito deste “documento” pois não é para mendigar que ele serve. Contudo, se você usa a fé para mudar o design da sua realidade, criando sistemas, gerando recursos, automatizando sua vida e libertando o seu tempo, então você está vivendo O Reino.
Fé é lei. Fé é convicção jurídica. É baseado nisso que nós devemos dar um comando para a matéria.
“[…] pois na verdade eu vos digo que, se vós tiverdes fé como um grão de semente da mostarda, direis a esta montanha: Remova daqui para aquele lugar, e será removida; e nada será impossível para vós.” (Mateus 17:20).
O problema é que o sistema desse mundo, como as religiões principalmente, faz com que você não se sinta “dono do papel”, da procuração. Eles querem que você se sinta um “invasor” ou um “escravo”. Dessa forma, você olha apenas para as coisas do mundo, para o cenário atual, colocando o seu foco nos problemas e, então, esses problemas se expandem em sua mente. Imagine, por exemplo, que você está passando por dificuldades financeiras. Este é um dos problemas mais comuns do sistema desse mundo, tornar as pessoas escravas do dinheiro. Dessa forma, quando você foca no seu problema financeiro, sua mente aceita a sentença de Caim: “Você é pobre, você está sozinho, você fracassou”. Ao aceitar essa sentença, você invalida a sua Fé.
Precisamos compreender que para a fé ser validada, para o seu “documento de posse” ter valor, ele precisa ser assinado com uma frequência, mas, essa frequência precisa estar em sintonia com O Reino, com a sua identidade de Filho. Uma vez que você tente validar esse documento, mas sua frequência é de medo ou dúvida, você o invalida e, dessa forma, sua fé não será manifestada. Isso não significa que agora você precise sair gritando e dando ordens em voz alta para a matéria. O que você precisa realmente é silenciar o medo, silenciar a dúvida, silenciar as preocupações e, então, deixar claro para Yah (e para a sua mente) que: você é Filho, tem um projeto X e necessita dos recursos Y. Que pela sua autoridade de Filho você libera os recursos, libera o fluxo. Nós frequentemente nos portamos como resistência, bloqueando o fluxo dos recursos. Mas, o Reino trabalha sempre com um fluxo contínuo, se não atrapalharmos com os ruídos, esses recursos chegarão.
O fluxo é como um rio que está sempre a correr. A água nunca acaba pois o rio é abundante. Contudo, quando você age com medo, preocupações, afirmações negativas, dúvida ou qualquer outra forma de baixa frequência, é como se você fosse lá e construísse uma barragem, interrompendo o fluxo do rio. Assim, o rio para de fluir e, portanto, os recursos não chegam até você. É nesses momentos que nós costumamos culpar O Pai, como se Ele tivesse interrompido a provisão. Mas, na verdade, fomos nós a criar uma barreira que cessou o fluxo. Hoje, eu consigo olhar para trás e enxergar os momentos em que o Gustavo estava bloqueando o fluxo e interrompendo a provisão. Provisões essas que, inclusive, as pessoas frequentemente chamam de “bênçãos”, mas ao chamar assim você também atribui a responsabilidade ao Pai e coloca-se em uma posição passiva, como se você precisasse apenas “orar e aguardar”.
A palavra “bênção” não é a forma mais correta para nos referirmos às provisões do Reino. Afinal de contas, toda vez que pensamos em “bênção”, é como se estivéssemos esperando que Yah nos desse coisas, de modo que, caso Ele não faça, então seria O Pai um ser ruim. Como se a decisão fosse toda d’Ele. Não funciona assim. Yah não retém nada, quem retém é a nossa incapacidade de sustentar a frequência do objeto desejado. Posso lhe afirmar com toda a certeza que Yah não está fazendo nada. Essa afirmação diante de religiosos vai ser taxada como heresia, mas a verdade é uma só, O Pai já trabalhou, já criou tudo perfeitamente, O Reino não precisa de trabalho constante ou de consertos, O Reino funciona na forma de fluxo contínuo.
Gênesis 2:2 diz que no sétimo dia Yah acabou a obra e descansou. Se Ele acabou, significa que todos os recursos, átomos, moedas e ideias já foram criados e liberados no universo. Ou você acha que O Pai sai do descanso toda hora para verificar se fulano ou ciclano tem o que comer? Yah já garantiu o alimento até mesmo dos pássaros, por que Ele não iria colocar no fluxo do Seu Reino a provisão para sua vida também? Não é você mais importante que os pássaros?
Olhai para as aves do céu; pois elas não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celeste as alimenta. Não sois vós muito melhores do que elas? […] Portanto, não fiqueis ansiosos, dizendo: O que comeremos ou o que beberemos, ou com que nos vestiremos? (Porque todas estas coisas os gentios buscam). Porquanto vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas estas coisas. Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6:26-33).
Perceba que nessa passagem Yeshua deixa claro que a preocupação com comida e bebida, bem como as demais preocupações que muitas vezes temos, são coisas que “os gentios fazem”. Aqui, muitas pessoas dominadas pela religiosidade irão interpretar “gentios” como os “não-judeus”, pessoas que não são judeus, ou seja, uma interpretação baseada em localização geográfica. Entretanto, a profundidade da explicação de Yeshua nessa passagem é muito maior. Não faz sentido Ele afirmar que outras pessoas – só porque moram em outra região – são preocupadas com o que comer, vestir, etc, e os judeus não podem se preocupar. Na verdade, o que Yeshua está falando aqui é sobre a divisão entre os nativos e os Filhos. Os nativos são seres humanos que foram criados nessa matéria densa (Terra), sem a centelha divina (o espírito preexistente). Seres que pensam, sentem, e possuem o mesmo corpo de barro que nós, os Filhos. Mas, que foram criados para habitar na Terra e somente nela.
São aqueles cuja única realidade é o barro. Eles não têm memória da preexistência. Para eles, se não houver esforço, suor e luta, não há comida. Eles vivem no modo sobrevivência. Por isso eles “buscam ansiosamente” essas coisas, pois a vida deles depende disso. Na passagem bíblica que citei anteriormente, Yeshua está dizendo algo como: “Vocês não pertencem a essa frequência de escassez. Vocês são infiltrados de outra dimensão (Cristal) operando no barro. O seu Pai é o dono de toda a matéria onde o nativo/gentio tenta sobreviver”. Portanto, quando Yeshua diz que “Porque todas essas coisas os gentios buscam”, Ele estava fazendo uma distinção entre quem é gentio e quem é Filho, bem como seus modos de atuarem. Enquanto o primeiro vive no esforço, o segundo deveria viver na fé.
Há uma diferença na frequência, no modo de operar. O gentio busca (corre atrás, mendiga, se mata pelo pão). O Filho recebe por acréscimo. Se você é um diplomata em missão em outro país, você não fica preocupado se vai ter comida ou onde vai morar. O seu país de origem (o Reino) envia o suporte porque você está lá a serviço dele. Quando você fica ansioso com o boleto ou com os seus negócios, você está agindo como um gentio. Você cai para a frequência de nativo. Você esquece que é um embaixador e começa a agir como um sobrevivente. O que um Filho deve fazer, portanto, é buscar O Reino em primeiro lugar. Isso significa ocupar o seu lugar de Filho, assumir a sua verdadeira posição. É manter a frequência de quem sabe que o recurso já está liberado.
É bem simples de compreender, na verdade: quem não vive no Reino (posição de Filho), serve ao sistema do mundo, vivendo no esforço (como um gentio). Pois, ou você ocupa a sua posição de filho, elevando a sua frequência e governando a matéria com sua autoridade, ou você viverá pelo esforço e cheio de ruídos como o medo, as preocupações, entre outros. Ao buscar O Reino o Filho deve também buscar a Justiça desse Reino, isto é, o alinhamento jurídico. Significa estar alinhado com as leis do Reino, a Verdade, o zelo, o domínio. Yeshua usa o exemplo das aves para nos mostrar que a natureza não constrói barragens, ela não fica impedindo o rio de fluir. A ave não tem “ego” para dizer que não merece o alpiste. Ela não fica ansiosa pensando se amanhã vai ter minhoca. Ela simplesmente opera no fluxo.
Se até mesmo a natureza – que é inferior por pertencer a essa matéria densa de baixa frequência – é provida pelo Reino, imagine então os administradores de todo esse sistema. Porém, na maioria das vezes esses administradores (Filhos) preferem agir como se fossem órfãos. A ansiedade e a preocupação é como a barragem, colocando sempre uma dúvida para interromper o fluxo do rio. Quando você assume sua posição de Filho, você vive no acréscimo. Esse acréscimo é o próprio fluxo fazendo seu papel, as coisas “serão acrescentadas” porque elas já estão no caminho. Elas só estão esperando você parar de correr atrás delas para que elas possam te alcançar. Assim, a grande diferença entre um gentio (nativo) e um Filho não está na ação em si, mas na forma de agir, mais especificamente da “fonte” de onde tiram sua certeza para agir. Enquanto que um gentio tira a sua certeza do esforço, o Filho tira a sua certeza da origem/identidade (preexistência).
Yah já liberou o fluxo. Ele criou O Reino inteiro para operar dentro desse fluxo. Portanto, Ele já “abençoou”, para que você não precise ficar esperando por bênçãos. Lembro da minha esposa contar que ao entrar em um belo carro, lá na loja de carros dos meus sogros, ela orou para Yah pedindo para uma dia ter um carro como aquele. Ela me contou depois que, quase no mesmo instante, um pensamento chegou em sua mente dizendo: “já era para ser seu!”. Essa é a prova do que venho falando aqui, o depósito de Yah já foi realizado e isso faz parte da natureza do Seu Reino. Em Efésios 1:3 está escrito que O pai “já nos abençoou com TODAS as bênçãos espirituais”. Perceba que o tempo verbal está no passado, portanto, Ele não vai abençoar, pois JÁ FEZ.
No hebraico a palavra utilizada para “benção” é Berakah, que está ligada a “capacitação”. Portanto, fica claro que não se trata de um presente que “cai do céu”, mas sim, do Filho que eleva sua frequência tornando-se capaz de prosperar. Como a parábola dos talentos afirma, quando o Senhor distribuiu talentos aos seus servos, Ele fez “a cada um de acordo com a sua capacidade”. Quando você diz: “Deus me abençoou”, você se isenta da responsabilidade. Se a bênção não chega, você diz: “Deus quis assim”, isso é mentira. Ao invés de continuar usando o termo “bênção”, o Filho deveria passar a chamar de “manifestação de herança”, ou ainda simplesmente “acesso ao fluxo”, pois é isso que realmente é. Entenda que no Reino o fluxo é como os raios de sol, se você procura uma sombra, não foi o sol que deixou de brilhar, mas sim você que se escondeu atrás de uma parede de medo, ou um muro de dúvidas.
Fique em paz.
Forte abraço,
Gustavo